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O ovo deixou de ser vilão?

Quem não está com essa dúvida, não é mesmo? Conversamos com Nutricionista Clínica, Dra. Cristina Berbert (CRN 5263) e veja o que ela tem a dizer.

Ele já foi considerado vilão. Depois, a classe médica o absolveu de culpas infundadas. Estamos falando do ovo, um alimento barato e de fácil acesso que está presente na mesa da maioria das pessoas – se não na forma original, em preparações como bolos, tortas e pães. A rejeição que sofreu nas décadas de 1980 e 1990 – quando seu consumo foi relacionado ao possível desenvolvimento de doenças cardíacas – parece que ficou, definitivamente, para trás.

Estudo feito em 2012 pela Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, mostrou que o consumo de um ovo inteiro no café da manhã pode ser eficiente para melhorar os níveis do HDL, o bom colesterol, na corrente sanguínea de indivíduos com síndrome metabólica – isto é, que apresentam fatores de risco para doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais) e diabetes. O HDL retira a gordura do sangue e a leva de volta ao fígado, evitando que se formem depósitos de gordura nos vasos sanguíneos.

Outra pesquisa, desta vez realizada pela Universidade de Missouri, também norte-americana, descobriu que garotas que ingeriam café da manhã altamente proteico, com 35g de proteína de ovo e carne, tiveram a sensação de saciedade aumentada. As jovens também comeram menos lanches, especialmente os gordurosos, ao longo do dia.

Ao analisar estudos recentes muitos relatam que o maior “vilão” do aumento de colesterol no sangue se deve a ingestão de gorduras saturadas presente nas dietas e não o consumo de colesterol em si.

Ou seja, quando ingerimos alimentos ricos em gordura saturada, as partículas de LDL não são removidas da corrente sanguínea elevando o colesterol no sangue (as gorduras saturadas interferem na filtragem de LDL). Mesmo assim, a indicação para evitar a ingestão em excesso da gema do ovo.

A absolvição do ovo foi ainda atestada pelo Departamento de Agricultura Estados Unidos: segundo o órgão, o produto tem 185 mg de colesterol, em vez das 215 mg apontadas em estimativa anterior (portanto, 14% menos), com quantidade relativamente baixa de gordura saturada (que eleva o colesterol). Além disso, é uma ótima fonte de vitaminas A e do complexo B, carotenoides (que ajudam na prevenção de doenças degenerativas) e minerais como ferro, fósforo, selênio e zinco.

Portanto, ainda que os estudos e pesquisas tenham absolvido o ovo das fortes críticas e medos, vale ressaltar que o consumo de qualquer alimento em excesso ou fora das quantidades adequadas para cada organismo, podem fazer mal a saúde!!

Sugestões de leitura e referências:

1-BERTECHINI, A.A. Nutrição de Monogástricos. Lavras. Ed. UFLA, 2006, 301p. BERTECHINI, A.G. Mitos e verdades sobre o ovo de consumo. Disponível em http://www.avisite.com.br/cet/2/09/index.shtm

2-O OVO E O MITO DO COLESTEROL! Carla Cachoni Pizzolante Zoot., Dr., PqC da UPD de Brotas do Polo Regional Centro Oeste/APTA

3- www.aptaregional.sp.gov.br ISSN 2316-5146 Pesquisa & Tecnologia, vol. 9, n. 1, Jan-Jun 2012EXPOSE Saúde Estética e Beleza

Insta: @esteticaasanorte @esteticabsb 

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